Hospital de Cascais

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS) opõe-se frontalmente à decisão do Conselho de Ministros de lançar um novo concurso para a Parceria Público-Privada (PPP) do Hospital de Cascais. O SMZS considera que o Governo deveria repor a gestão pública do Hospital de Cascais.

Esta decisão põe em causa a Lei de Bases da Saúde de 2019, que veio privilegiar a gestão pública do Serviço Nacional de Saúde (SNS), recorrendo ao sector privado e social de forma supletiva e temporária.

Ao optar pela continuidade da PPP em Cascais, o Governo escolhe favorecer as entidades privadas, quando poderia e deveria optar pela gestão pública do hospital, que garantisse os cuidados necessários e diferenciados à população.

Para o SMZS, a PPP de Cascais não trouxe qualquer vantagem em termos de qualidade e acessibilidade aos cuidados de saúde. Recorde-se que neste hospital não existem as valências de Infeciologia, Oncologia e Psiquiatria comunitária, obrigando médicos e doentes a deslocarem-se de e para outras unidades de saúde.

Adicionalmente, a Administração do hospital está sob suspeita de falsear resultados clínicos e algoritmos do sistema de triagem da urgência para aumentar as receitas pagas à PPP.

A Lei de Bases da Saúde de 2019 veio substituir uma lei que, desde 1990, desvirtuava os princípios fundadores do SNS e que legalizou o desvio dos dinheiros públicos para financiar negócios privados. O Governo, com esta opção, decide voltar à lei de 1990. Para o SMZS, esse é um retrocesso inaceitável, que corrompe os princípios de um SNS público, universal e gratuito.

Hospital de Beja

No dia 20 de fevereiro, o Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS) e o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) realizaram uma reunião sindical no Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, com os profissionais médicos.

Noel Carrilho entrevistado pelo Público

Noel Carrilho, o novo presidente da Federação Nacional dos Médicos, defende novas tabelas salariais para os médicos. E pede acção do Ministério da Saúde no que respeita às agressões aos profissionais do sector.

Gráfico

Mais de 70% dos inquiridos pelo estudo da Intercampus escolhem os médicos e os professores como os profissionais que deveriam ganhar mais.

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