Voto a ser depositado em urna

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul informa todos os associados que o processo eleitoral para os Corpos Gerentes, com ato eleitoral marcado para 23 de setembro de 2025, está a decorrer de acordo com os Estatutos e a legislação aplicável.

No arranque dos trabalhos preparatórios, o Departamento Jurídico do SMZS está a prestar todo o apoio necessário para garantir que todas as etapas do processo eleitoral sejam conduzidas com rigor e em estrito cumprimento das normas estatutárias e legais.

O SMZS reafirma o seu compromisso com a legalidade, a transparência e a imparcialidade em todas as fases do processo eleitoral, garantindo que este decorra com rigor e igualdade de condições para todos os intervenientes.

Lisboa, 18 de agosto de 2025

A Direção do Sindicato dos Médicos da Zona Sul

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul vai realizar as eleições para os corpos gerentes – Mesa da Assembleia Geral, Direção e Conselho Fiscalizador – no dia 23 de setembro, que se irão realizar presencialmente e por correspondência.

Em breve, daremos mais informações sobre o processo eleitoral.

Perante a degradação acelerada do Serviço Nacional de Saúde, a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) lançou a petição “Pelo Reconhecimento do Estatuto de Desgaste Rápido da Profissão Médica”, exigindo que a Assembleia da República reconheça, de forma inequívoca, o enorme impacto que a profissão médica tem na saúde física e mental de quem cuida da população.

Todos os dias, assistimos a urgências com equipas desfalcadas, milhares de utentes sem médico de família, consultas hospitalares sobrelotadas, uma saúde pública cada vez mais fragilizada — e a situações de condições inadequadas ao exercício da atividade médica, podendo daí resultar um risco acrescido de erro clínico, com claro prejuízo para os utentes e para os próprios médicos.

Tudo isto é consequência de um modelo de funcionamento que esgota os seus profissionais até ao limite.

A petição alerta para:

  • Jornadas de trabalho extenuantes e imprevisíveis;
  • Elevada pressão emocional e responsabilidade clínica;
  • Exposição a riscos biológicos, violência e doença mental;
  • Deterioração da saúde dos médicos ao longo da carreira;
  • E, sobretudo, a ameaça à segurança dos doentes e à qualidade dos cuidados prestados.

A profissão médica tem de ser oficialmente reconhecida como profissão de desgaste rápido.  Valorizar os médicos é proteger o SNS e os cidadãos.

Assine e partilhe a petição pelo reconhecimento do estatuto de desgaste rápido da profissão médica.

É tempo de proteger quem cuida de todos nós.

Federação Nacional dos Médicos (FNAM) reuniu, hoje, 28 de julho, no Porto, com as Entidades Públicas Empresariais (EPE) da Saúde. Esta reunião negocial direta acontece por imposição da FNAM, após termos feito cumprir as regras da negociação coletiva. A FNAM assegurou este avanço depois do Ministério da Saúde, liderado por Ana Paula Martins, ter recusado negociar com a estrutura sindical que mais médicos representa no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Hoje foi admitida a possibilidade de assinar, já em agosto, um acordo transitório que inclui medidas como o tempo parcial a 36 horas, a redução exata de uma hora na jornada contínua, os descansos por trabalho em feriado para todos os médicos e a aproximação de direitos entre médicos em CIT e CTFP.

O Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da FNAM mantém-se em vigor e continua a proteger os médicos. A FNAM entra nesta negociação com um objetivo claro: melhorar o ACT, sem perda de direitos e sem retrocessos laborais.

O que defendemos:

  • Reposição da jornada de 35 horas para todos os médicos, sem perda de vencimento;
  • Reposição das 12 horas semanais de urgência, sem aumento dos limites de trabalho suplementar;
  • Integração do internato médico na carreira médica e apoio à formação;
  • Gozo efetivo dos descansos compensatórios após trabalho ao domingo, sábado e feriado para todos os médicos, sem limitação do seu usufruto;
  • Respeito pelo descanso semanal obrigatório de dois dias consecutivos, com o domingo como obrigatório e o sábado como complementar;
  • Rejeição do trabalho por turnos para quem, ao abrigo do ACT da FNAM, está dispensado dessa forma de organização do trabalho;
  • Reposição dos dias de férias perdidos nos últimos anos;
  • Revisão das medidas de proteção da parentalidade, nomeadamente nos limites de trabalho suplementar, trabalho noturno e período normal de trabalho, sem imposição de horários concentrados a médicas grávidas, entre outras.

A FNAM assume esta negociação com firmeza e total transparência. Somos e continuaremos a ser a voz dos médicos que não abdicam da sua dignidade, dos seus direitos, e da valorização plena da carreira médica no SNS. E é com essa força que vamos negociar e melhorar o ACT.

Com seriedade. Com coragem. Com os médicos.

© Sindicato dos Médicos da Zona Sul