SCML

No passado dia 20 de Junho, o Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS), juntamente com o Sindicato Independente dos Médicos (SIM), estabeleceu um Acordo Empresa com a Santa Casa da Misericórdia (SCML).
 
Este acordo permitiu o retorno às 35 horas de trabalho semanais, à semelhança das outras carreiras profissionais, prevê a existência de concursos, além de condições laborais mais protectoras.
 
A implementação deste acordo é um importante passo para a carreira médica, e subjacente formação no internato médico, um pilar fundamental para cuidados de saúde de qualidade aos nossos utentes.
 
O SMZS congratula a SCML e as equipas envolvidas, sendo exemplo de que quando existe seriedade negocial é possível chegar a bom porto.
 
Gostaríamos que o nosso Ministério da Saúde tomasse este modelo em consideração.
Reunião: Médicos sem especialidade, uma inevitabilidade?

Em 2015, iniciou-se em Portugal a criação de médicos sem especialidade.

Médicos que ficam excluídos da formação especializada, das carreiras, sem tutoria e sem solução além da precariedade e da emigração. Um desperdício total do investimento realizado na formação destes profissionais. Um problema em crescendo, que coloca em causa o SNS, a qualidade da cuidados prestados e a saúde de todos os cidadãos.

Haverá solução para este problema? Será uma inevitabilidade ou existe ainda a possibilidade de reverter a situação? Que entidades devem ser responsabilizadas e como? De que modo devem ser esclarecidos os utentes sobre esta grave situação?

No próximo dia 25 de junho, 2.ª feira, às 18h30, no Auditório Sá Marques, na sede do Sindicato dos Médicos da Zona Sul (Av. Almirante Reis, n.º 113, 4.º piso, Porta 401 - Lisboa), Vem debater o futuro. Participa!

Participam na sessão: Afonso Moreira, Estevão Santos e João Proença.

 

Estava agendada para ontem, terça-feira, 19 de junho, a primeira reunião pós-greve com os médicos.

No entanto, esta reunião foi desmarcada ontem pelo Ministério da Saúde.

Mais uma vez, este Ministério da Saúde não demonstra qualquer respeito pelos seus trabalhadores médicos.

Entretanto prossegue a degradação do Serviço Nacional de Saúde que este Ministério da Saúde recusa admitir.

Os sindicatos médicos apelam ao rápido reagendamento da reunião, pois é urgente a implementação das medidas propostas pelos sindicatos médicos para estancar e reverter a progressiva e visível degradação do SNS.

Instituto Nacional de Estatística divulgou neste mês de Abril, como em todos os anos, as Estatísticas de Saúde, com os dados oficiais para o setor respeitantes a 2016.

Os Ministros da Saúde e das Finanças já anunciaram, por diversas vezes e fazendo disso ponto de honra, a contratação de mais funcionários para o SNS. E é verdade. Mas não basta saber quantos são; importa saber em que setor estão e qual o seu grau de diferenciação. E as Estatísticas de Saúde 2016 não deixam margem para dúvidas de que o cenário não traz boas perspetivas nem para os profissionais nem para os utentes que procuram cuidados de saúde gratuitos e de qualidade: os médicos sem especialidade aumentaram 40%, os médicos especialistas foram contratados sobretudo pelos hospitais privados e parcerias público-privadas (PPP) e os enfermeiros especialistas diminuíram face ao ano anterior.

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