Marta Antunes 
"Queremos a Drª Marta Antunes na USF Locomotiva" é o título da Petição Online dirigida ao Presidente da ARSLVT, à Presidente do ACES Médio Tejo, e ao Coordenador da USF Locomotiva. Pode assinar a Petição AQUI.

A imprensa regional do distrito de Santarém tem vindo a fazer eco da indignação que está a gerar a o processo de expulsão da Dr.ª Marta Antunes da USF Locomotiva do Entroncamento. Na passada quarta-feira, em frente à USF, dezenas de utentes da Dr.ª Marta Antunes exigiram a sua reintegração naquela unidade de saúde, noticiou o EOL-Entroncamentoonline. O mesmo órgão de comunicação já tinha feito referência ao assunto no fim do ano passado, em 29 de Dezembro, com o título «Médica da USF diz-se perseguida por ser delegada sindical e doente oncológica», num artigo com declarações da própria Dr.ª Marta Antunes.

Também o semanário regional O Mirante, distribuído com o Expresso na região, fez notícia do caso, na sua edição online, com o título «Caso da médica expulsa da unidade de saúde do Entroncamento chega ao Parlamento». Esta notícia tem como referência declarações da Dr.ªGuida da Ponte, da comissão executiva da FNAM, e o comunicado do SMZS/FNAM de 17 de Janeiro onde o sindicato afirma que vai «utilizar todos os meios judiciais do Estado de direito para que o médico coordenador da USF e a responsável do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) sejam responsabilizados na justiça por este grave atentado contra os Direitos Humanos».

No dia 18 de Janeiro, terá lugar na Assembleia da República a discussão de uma petição contra a precarização e a criação de médicos sem especialidade, que conta com 4138 assinaturas, incluindo as de vários dirigentes sindicais da FNAM.

A FNAM manifesta o seu apoio e solidariedade para com esta iniciativa, reafirmando que o Internato Médico (IM) constitui a pedra basilar da Carreira Médica. No entanto, estamos a assistir a um retrocesso civilizacional ao constatar que as alterações legislativas do Internato Médico põem em causa a qualidade da formação da médica e, consequentemente, os cuidados de saúde prestados.

É preciso relembrar que o Ministério da Saúde mantém a postura favorecedora à existência de médicos indiferenciados ao limitar o acesso à Formação Especializada e ao conferir autonomia profissional ao fim de um ano de Formação Geral. Igualmente gravosa é a intenção de impor um pagamento (directo) por parte do médico para poder realizar a prova de acesso à especialidade, sem ter garantida a entrada na mesma!

 Com isto, o Ministério da Saúde está a desresponsabilizar-se pela formação técnico-científica dos médicos, tornando-a opcional, restrita e, consequentemente, contribuindo ainda mais para a degradação do Serviço Nacional de Saúde.

A FNAM opõe-se à existência de médicos indiferenciados, reiterando o seu compromisso inequívoco pela defesa de um IM de qualidade. O combate à precarização do trabalho médico é indispensável na garantia da prestação de cuidados de saúde de qualidade a toda a população.

 

17 de Janeiro de 2018

descanso compensatorio

Descanso Compensatório. Trabalho Noturno. Trabalho ao Domingo, em Dia de Descanso Semanal e em Dia Feriado.

Minuta para descanso compensatório

 

Das organizações presentes, FNAM, SIM , Bastonário, presidentes das três secções da Ordem, Associação de médicos de saúde pública e medicina geral e familiar e médicos internos foi exigido ao Ministério da Saúde resposta na próxima semana sobre o retomar de negociações interrompido desde Novembro de 20017 para resolver a candente situação dos concursos,  de habilitação e provimento nos cuidados primários de saúde e Hospitalar, condições de trabalho, formação pós graduada, descongelamento de salários e grelhas, reequipamento do SNS, celeridade na efectivação de concursos para os jovens médicos. Caso o Ministério da Saúde continue com a mesma atitude negocial serão marcad0s três dias de greve no final de Março de 2018.

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