Reunião com BE

SMZS reuniu com BE para discutir o estado do SNS no Algarve

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS) participou na sessão sobre a situação da Saúde na região do Algarve, a convite do Bloco de Esquerda (BE), que teve lugar no dia 9 de Fevereiro, em Faro. Na reunião, que contou com a presença da coordenadora do BE, Catarina Martins, do deputado Moisés Ferreira e de representantes locais do BE, participou também o Sindicato Independente dos Médicos (SIM).

Foram abordados diversos temas, sendo a tónica comum a fragilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS) no Algarve, devido à falta de recursos humanos e de meios técnicos e de apoio, com o consequente descontentamento dos profissionais e dos utentes.

Em concreto, foram debatidos problemas como a prioridade de um Hospital Central no Algarve; a contratação de profissionais em regime de tarefa e externalização de exames complementares de diagnóstico, cujos encargos ascendem a 300 mil euros diários; a ausência de contratos de manutenção de equipamentos; a inadaptação dos sistemas informáticos face às necessidades; a ausência de uma rede de cuidados continuados capaz de dar resposta e a existência de utentes sem médico de família, mesmo após a criação de duas unidades de saúde familiar em 2018.

A nível profissional, os médicos admitiram existir um sentimento de desmotivação entre os recém-especialistas, que tem motivado o abandono das instituições por parte de alguns, muitos para unidades de saúde privadas. Outros têm pedido redução de horário. No conjunto, a perda destes profissionais tem gerado constrangimentos para os serviços. A avaliação de desempenho através do SIADAP não está a ser aplicada, sendo atribuído o ponto mínimo por cada ano a todos os médicos.

Há áreas especialmente críticas no Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA), como Ortopedia, Ginecologia e Obstetrícia e Pediatria, entre outras, em que 60 a 70% dos turnos são assegurados em regime de tarefa, para as quais se pede urgentemente abertura de vagas em concurso. Alertaram ainda para a necessidade de estabelecer incentivos, quer por parte da tutela, quer pelas Administrações Locais, para atrair e fixar médicos e a sua família nuclear.

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