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Comunicado do Sindicato dos Médicos da Zona Sul

A situação da Ortopedia do Centro Hospitalar Lisboa Central é preocupante e exige uma urgente intervenção!

Por razões de segurança para os cidadãos e de qualidade na prestação dos cuidados médicos na especialidade de ortopedia, a Ordem dos Médicos, entidade pública a quem estão atribuídas competências legais nestas matérias, tomou a deliberação em 8/7/2016 de definir os requisitos elementares quanto à constituição das equipas de urgência desta especialidade médica.

Nesse sentido, deliberou que as equipas deveriam ter escalados em cada 24 horas 4 médicos ortopedistas.

Ora, o que está a acontecer, desde há vários meses, nesta unidade hospitalar que dispõe da sua urgência no Hospital de S. José, é que são escalados 2 ou 3 médicos para o mesmo período de 24 horas.

 

Na maioria das vezes a situação existente é as referidas escalas serem constituídas por um especialista e por um médico em fase de formação dos primeiros anos do internato médico.

Têm sido feitas diversas diligências junto da administração deste centro hospitalar, algumas por escrito, e nunca foi sequer obtida qualquer resposta.

A situação é de tal modo grave, que se der entrada um doente politraumatizado que necessite de uma intervenção cirúrgica o atendimento na urgência por parte desta especialidade tem de ser imediatamente suspenso.

Há cerca de 4 anos foi tomada a decisão de encerrar um serviço de ortopedia, conhecido por S. Lázaro, que dispunha de mais de 70 camas e que tinha um volume de intervenções cirúrgicas superior a 2000 mensais.

Havendo uma manifesta incapacidade de resposta deste hospital, o expediente que tem sido adoptado é a transferência de múltiplos doentes para o Hospital Curry Cabral.

Estamos perante uma situação de claro risco no tratamento dos doentes do foro ortopédico/traumatológico que impõe medidas imediatas de resolução.

Estamos perante um claro desrespeito pelas medidas elementares de segurança definidas pela Ordem dos Médicos que exigem uma inequívoca responsabilização.

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul (FNAM) alerta para esta grave situação e irá solicitar respostas imediatas ao Ministério da Saúde, transmitindo desde já o seu empenhamento para acções concretas que imponham o cumprimento da legalidade no funcionamento desta especialidade médica no contexto do serviço de urgência no Hospital de S. José.

Lisboa,20.09.2017              

                                                                                                                         

A Direção do Sindicato dos Médicos da Zona Sul (FNAM)