Justiça, dignidade e inovação

Aponta na agenda: 24 de maio, Teatro Aberto, Lisboa. Inscreve-te através do formulário.

Um dia para debater a nossa profissão, o futuro dos jovens médicos, os desafios da especialização e a aposentação híbrida que caracteriza o nosso trabalho. É isso que propomos para o dia 24 de maio, num grande fórum no Teatro Aberto, em Lisboa, para o qual convidámos personalidades relevantes em várias áreas, da economia à comunicação.

Entre duas sessões de debate, vamos também realizar uma Assembleia Geral Extraordinária fundamental, de forma a ratificar uma alteração estatutária que vai permitir modernizar o funcionamento do SMZS, possibilitando a participação em atos eleitorais através do voto eletrónico ou em reuniões deliberativas por videoconferência.

Programa:

  • 08h30

Credenciação e welcome coffee

  • 09h00

Sessão 1: “Remuneração e condições de trabalho – da formação geral à aposentação híbrida”

António Faria Vaz (médico aposentado, membro do Conselho Nacional da FNAM)

Joana Bordalo e Sá (Presidente da Comissão Executiva da FNAM)

Julian Perelman (economista e professor na ENSP-NOVA)

Sara Magalhães (médica interna de Infecciologia)

Moderação: Daniel Oliveira (jornalista)

  • 10h40

Pausa para café

  • 11h00

Assembleia Geral Extraordinária do SMZS
apenas para associados do SMZS (vê aqui a convocatória)

  • 13h00

Almoço

  • 14h00

Sessão 2 : “Quatro caminhos, um começo: Construir futuros para o SNS”

Bruno Maia (médico neurologista)

João Reis (médico psiquiatra)

Marta Valente Pinto (médica pediatra)

Martino Gliozzi (médico de MGF)

Teresa Martins (médica pediatra)

Moderação: Hugo Esteves (Vice-Presidente da Direção do SMZS e médico de Saúde Pública)

  • 15h30

Encerramento

Para participares no Fórum, inscreve-te através do formulário. O almoço será garantido pela organização, assim como a deslocação e estadia para associados do SMZS. Para quem tiver crianças, haverá um serviço de babysitting durante o encontro.

O Teatro Aberto encontra-se próximo da Praça de Espanha, em Lisboa, na Rua Armando Cortez.

Este encontro, em Lisboa, será o primeiro Fórum FNAM de 2025. A 12 de julho, realiza-se um novo encontro, no Porto, sobre o risco, a penosidade e o desgaste rápido do trabalho médico, e a 18 de outubro, em Coimbra, sobre como desbloquear a progressão na carreira.

Fachada da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS) assinou um acordo de empresa com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) que aplica um aumento salarial de 7,5% para os médicos e aprofunda a equiparação com a carreira médica no SNS.

Este aumento de 7,5% acontece menos de um ano após o acordo anterior, que aumentou os salários em 10%, em 2024, tratando-se de uma importante valorização salarial para os médicos das unidades de saúde da SCML. O SMZS demonstra, assim, que quando existe vontade negocial de todas as partes é possível chegar a um acordo que respeite o trabalho médico.

O acordo de empresa inclui também a criação do nível 6 na tabela para os médicos assistentes graduados e houve o compromisso de promover todos os médicos, com mais de três anos de contrato, em um nível remuneratório em novembro, com exceção dos que já tiveram uma promoção em 2024. Assim, é feito um caminho de equiparação da carreira na SCML com a carreira médica no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O trabalho vai prosseguir e sinal desse compromisso foi a assinatura de um memorando de entendimento que prevê a negociação de temas como a avaliação de desempenho, a organização do trabalho médico e a continuidade da equiparação e reconhecimento da carreira na SCML à carreira médica no SNS.

O acordo de empresa e o memorando de entendimento foram assinados hoje, 14 de abril, entre o SMZS, o Sindicato Independente dos Médicos e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS) chegou a acordo para melhores condições de trabalho dos médicos no Serviço Regional de Saúde dos Açores, destacando-se o aumento de mais cinco dias de férias, a reposição das 12 horas de trabalho semanal no serviço de urgência, a implementação de horas protegidas para formação de internos e a compensação dos períodos de transição entre bancos.

O Internato Médico sai fortalecido, permitindo uma melhor formação dos futuros médicos especialistas nos Açores, passando as funções de orientação e acompanhamento de estágio a integrar o horário de trabalho, num período de quatro a seis horas semanais. Além disso, há uma clara aposta na formação contínua de todos os médicos, responsabilizando as entidades empregadoras a providenciar anualmente formação a 20% dos médicos. As atividades dos médicos com formação (quer recebida quer ministrada) passam a ter maior peso na ponderação curricular para efeitos de avaliação de desempenho.

O Acordo prevê mais cinco dias de férias, desde que as mesmas sejam gozadas no primeiro semestre do ano, de forma a não colocar em risco os períodos de maior pressão sobre os serviços de saúde. 

A nível do planeamento e organização do trabalho médico, há também melhorias assinaláveis, nomeadamente a redução das 18 para as 12 horas do trabalho semanal em serviço de urgência – uma reposição há muito defendida pelo SMZS e pela FNAM, nas Regiões Autónomas e no Continente –, privilegiando o tempo dedicado pelos médicos hospitalares às consultas externas, ambulatório, cirurgia eletivas e ao internamento. Também relativamente aos horários de trabalho, passa a existir compensação dos períodos de transição entre horários, como a passagem de turno (em especial no serviço de urgência) e a implementação de novas regras na fixação do horário de trabalho, mais favoráveis para os médicos, estimulando a sua participação em todo o processo.

De forma a combater a exaustão por trabalho a horas incómodas e de forma a melhor conciliar a vida profissional e a vida pessoal e familiar, foi muito importante para os médicos o alargamento do descanso compensatório por trabalho ao sábado, além de aos domingos e feriados. Para as trabalhadoras médicas grávidas, há uma redução de até duas horas de trabalho, num regime de jornada contínua. Os médicos que trabalham à noite terão direito a uma refeição noturna.

Graças ao contributo do SMZS, foi possível, finalmente, equiparar os médicos com contratos de trabalho em funções públicas (CTFP) e contratos individuais de trabalho (CIT) – eliminando uma discriminação a nível das condições de trabalho de médicos que trabalhavam na mesma unidade e com as mesmas responsabilidades, destacando-se a equiparação do regime de faltas.

Foi também regularizada a questão das despesas com deslocações em serviço, no país e no estrangeiro.

Desde a implementação do SIADAP que a avaliação dos médicos não tem sido possível, fazendo com que, em algumas situações, um médico com 20 anos de carreira ganhe o mesmo que um recém-especialista. Com este Acordo, há uma simplificação do sistema de avaliação, permitindo que, tal como acontece em todas as outras carreiras da Administração Pública, possa haver a devida progressão salarial na carreira, que corresponde à diferenciação técnica. Além disso, este Acordo permite que esta avaliação seja igual para médicos com contratos em CTFP e CIT.

Desta forma, e em conjunto com outros documentos anteriormente assinados que levaram a uma valorização remuneratória, vai ser possível captar e fixar mais médicos na Região, com condições mais favoráveis do que no Continente e competindo de forma mais equitativa com condições de trabalho garantidas noutros países europeus.

O SMZS enaltece a negociação que permite chegar a resultados favoráveis a todos os açorianos, desde que exista vontade de chegar a compromissos entre os sindicatos médicos e a tutela. De realçar que, para se alcançar este Acordo, houve uma grande abertura negocial de todas as partes envolvidas, destacando-se em especial a postura da Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social, ao contrário da atitude intransigente do Governo da República.

O Acordo, assinado no dia 4 de abril, no Solar dos Remédios, em Angra do Heroísmo, entre o Sindicato Médico da Zona Sul e o Sindicato Independente dos Médicos com  a Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social e a Secretaria Regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública e os Hospitais da Região Autónoma dos Açores, traz importantes avanços e não implica a perda de nenhum direito laboral. Para o SMZS, após esta etapa, espera-se que seja possível negociar outras questões importantes, como a implementação das 35 horas de horário semanal e o regime de dedicação exclusiva. 

Este acordo é uma vitória para todos os açorianos, para o Serviço Regional de Saúde e para os médicos.

Caravana da FNAM na ULS Loures-Odivelas

Em 2025, está de volta a Caravana da FNAM. O Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS) vai passar pelas regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, em visita aos locais de trabalho.

Na sexta-feira, 4 de abril, pelas 11h30, na Sala de Formação do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, realiza-se a reunião com os médicos da Unidade Local de Saúde de Loures-Odivelas. Vamos receber os médicos internos e fazer um ponto de situação sobre a situação no SNS e nos locais de trabalho. Estarão presentes dirigentes sindicais e um advogado do serviço jurídico do SMZS.

Vamos também eleger três delegados sindicais: Carlos Meneses Oliveira, Daniel Palmar Ribeiro e João Castro Nunes, entre as 11h30 e as 13h00. Consulte aqui a convocatória.

A reunião é aberta a todos, sejam ou não sindicalizados. Os médicos dispõem, durante o horário de trabalho, de um período de até 15 horas/ano, que contam como tempo de serviço efetivo, para participarem no seu local de trabalho em reuniões convocadas pelo sindicato [art. 341.º/1, b), da LGTFP, e do art. 461.º/1, b), do Código do Trabalho].