O Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS-FNAM) manifesta a sua preocupação pela enorme escassez de médicos de família no distrito de Setúbal – entre 1 milhão de habitantes, 300 mil não têm médico de família.
Os 300 mil utentes sem médico de família estão distribuídos do seguinte modo pelas quatro Unidades Locais de Saúde (ULS) do distrito: 63 mil na ULS Almada-Seixal; 93 mil na ULS Arco Ribeirinho; 100 mil na ULS Arrábida; 32 mil na ULS Litoral Alentejano.
Face aos números atuais, o distrito de Setúbal necessita de 186 médicos para garantir a cobertura da população.
O problema é mais grave se tivermos em conta que, até 2030, está prevista a aposentação de cerca de 60 médicos de família no distrito de Setúbal, o que equivale a uma cobertura de, sensivelmente, 100 mil utentes.
O SMZS-FNAM destaca que os cuidados de saúde primários são basilares para o funcionamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e que os médicos de família são fundamentais na prevenção da doença, no diagnóstico precoce, acompanhamento de doença crónica, bem como são o garante do planeamento familiar e acompanhamento a grávidas e crianças.
O SMZS-FNAM defende o funcionamento adequado dos cuidados de saúde primários no distrito de Setúbal e que, para tal, o Governo tem de tomar medidas de reforço da carreira médica, por forma a fixar mais médicos no SNS.