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COMUNICADO

Greve Médica no Sul e Regiões Autónomas

25 de Outubro de 2017

Ao aderirem de uma forma deveras expressiva, hoje, à Greve Regional convocada pelos sindicatos, os médicos deram ao Governo um sinal claro do descontentamento e empenho em prosseguir na luta pela resolução dos problemas. Tal como aconteceu na greve nacional de 10 e 11 de maio e de 11 de Outubro no Norte, os médicos foram empurrados para este protesto.

Se a eles juntarmos as muitas centenas de médicos que estão a garantir os serviços mínimos e que concordam com a greve podemos referir com segurança que a adesão foi cerca de 80 % nos Hospitais:

Todos os blocos operatórios encerrados: Estefânia, Faro, Portalegre, Beja e Litoral Alentejano; Santarém uma sala a funcionar;

Santa Maria 3 salas abertas de 25 e São José 2 salas abertos 7.

Se a isto se adicionar os cerca de 75% de adesão a nível dos Cuidados de Saúde Primários, poderemos concluir que estamos perante um sério aviso ao Governo.

Os médicos continuam a preocupar-se em primeiro lugar com a qualidade de prestação de cuidados de saúde aos utentes, estando também cansados de serem discriminados negativamente exigindo, a reversão de forma faseada de direitos que foram retirados durante a troika e permitindo também uma maior e melhor acessibilidade aos cuidados de saúde dos Portugueses.

Só a intransigência e falta de transparência negocial deste Ministério e deste Governo, fizeram com que estejamos nesta contestação.

Esperamos que até 8 de Novembro, altura para a qual já convocámos uma greve nacional, o Governo apresente uma contraproposta negocial séria, de forma a evitar mais incómodos aos nossos doentes.

A recusa em reverter matérias laborais que não salariais, é uma manifestação de obstinação, falta de entendimento e uma afronta ao trabalho e dedicação dos médicos do SNS, o que se tem reflectido numa continuada deterioração da qualidade dos serviços de saúde prestados à população.

Lisboa, 25 de Outubro de 2017

Os Sindicatos Médicos